sábado, 18 de agosto de 2012

Vices incômodos, arqueologia na campanha, matadouro da RMB, "cidade criança"

Santarém virou Belém no fim de semana 
Presença do governador Jatene inaugurando “estação do cidadão” e a Banda Calypso. Só faltou o Nilson Chaves e o jambu que faz tremer os lábios (só em Belém isso acontece) além da chuva “das 3 da tarde”, outro mito. 
Lucineide e seu vice, Bruno Pará
Governador Jatene em Santarém: Bandeira do Pará,
nada de Tapajós...
Vices em escanteio
Três candidatos a prefeito de Santarém “escondem” ou não têm nenhum entusiasmo em mencionar os nomes de seus vices: Lucineide Pinheiro, candidata da coligação encabeçada pelo PT da prefeita Maria do Carmo, não faz questão de mencionar o nome de seu vice, Bruno Pará (ele é filho de Osmando Figueiredo, figura que transita e dá as cartas em quase todos os partidos!); Alexandre Von, da coligação liderada pelo PSDB engole o nome de Maria José Maia, irmã do deputado federal Lira Maia (que, para não poucos, seria ou será, em caso de vitória, o “inspirador” do governo de Von); e José Maria Tapajós, do PMDB, que foi desenterrar o nome do ex-prefeito nomeado Ronan Liberal para seu companheiro de chapa. Chapas, aliás, que além do aspecto familiar de suas composições, têm também o aspecto arqueológico, rs.
                                                                                       
Jatene reconciliado
Depois de Fernando Guilhon, Simão Jatene tem sido o governador que mais passa fins de semana em Santarém. Depois da refrega do plebiscito separatista, ele é bem vindo e abraçado inclusive pelos “líderes” separatistas. Fora os costumeiros protestos dos sem teto na estrada do aeroporto, Jatene não tem do que se queixar. Aliás, na cerimônia de entrega da Medalha Bettendorf, em junho do ano passado, eu escrevi aqui uma matéria com título: Jatene, governador do Tapajós. Não deu outra!

Alexandre ileso?
Duas vezes vice-prefeito do hoje deputado federal Lira Maia, o candidato a prefeito Alexandre Von aparentemente conseguiu passar ao largo da montanha de processos por improbidade a que responde seu amigo Maia. Diz-se que a veneranda e respeitabilíssima Dona Célia Von, mãe do candidato, ainda lhe chama atenção e puxa as orelhas como nos tempos em que, ainda jovem, Alexandre se elegeu vereador. Aliás, a família continua a assinar Wanghom ou Waugham, como os primeiros imigrantes do sul dos Estados Unidos que vieram para Santarém no final do século 19. O Von é apenas marca do candidato.

Nome com letra trocada
Talvez com a reingresso do ex-prefeito Ronan Liberal na vida partidária, o também ex-prefeito Ronaldo Campos (PMDB-Jáder), hoje colunista do Impacto, faça ressuscitar o trocadilho que fez em velhos tempos. Ronan mandou construir o maior barco de madeira já feito na região quando foi prefeito, e batizou a embarcação com o nome Ronei, em homenagem a si próprio e a sua distinta esposa, Neide. Só que Ronaldo, desafeto político, fazia o trocadilho, substituindo o “n” por outra letra. Para sanar a gozação, Ronan trocou o nome do barco que vendeu mais tarde.

Marituba matradouro
Nos últimos 30 dias as manchetes do Liberal e do Diário do Pará apontam para o matadouro de Marituba, uma nesga de terra habitada entre Ananindeua e Benevides que fizeram município para abrigar grupos em disputa na Região Metropolitana de Belém. Todos os dias, aliás, todas as madrugadas mata-se gente em Marituba. Como uma caixa de balas custa caro para o gabarito dos matadores, a moda agora é o terçado. Pergunta: será que Marituba não se tornou o coio de traficantes que distribuem o pó para toda a área da RMB, a grande Belém? Nem na Cremação e no Guamá se mata mais nesta bela e violentíssima capital paraense.

Paranoia
Depois que eu e mais dez clientes fomos assaltados dentro da farmácia da Big Ben no térreo do vetusto e sujo edifício Manoel Pinto da Silva, no coração de Belém, há três semanas, de vez em quando a paranoia ataca e parece que um assaltante está logo ali, pronto para o serviço. Quando estou em Santarém, a noia decresce substancialmente e as conversas nos bares não se concentram em “causos” violentos, como se verifica em Belém. Na capital, nas rodas de papo, cada um quer narrar o seu caso e a violência se torna assunto rotineiro. Péssimo sinal.

Cidade criança, de novo?
Está fazendo uma semana que pedi uma entrevista com o candidato a prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, ex-PT atual PSOL (qual será o próximo partido?), ainda sem resposta. Talvez porque ele, a exemplo de outros políticos, prefere exarar seus planos nos "grandes meios", inclusive O Liberal que tanto o ama. Uma das perguntas será se Belém voltará a ser a "cidade criança", como foi nos seus dois anteriores mandatos. Aliás, Belém é cada vez mais a cidade das crianças assassinadas todos os dias, na porta das escolas, nas vielas dos bairros miseráveis, nas matas de Marituba. 

Um comentário:

Anônimo disse...

10. Dias Toffoli: o ministro do Supremo de currículo mais pífio desde 1889 foi assessor da liderança do PT na Câmara dos Deputados por cinco anos, um dos advogados do PT em três campanhas presidenciais, foi subchefe da Casa Civil para assuntos jurídicos durante o período em que José Dirceu foi ministro (2003-1005) e advogado-geral da União de março de 2007 até outubro de 2009, quando Lula o designou para o Supremo. Quis ser juiz no passado, mas não conseguiu — reprovado que foi em dois concursos públicos no Estado de São Paulo.

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/mensalao-saibam-porque-o-julgamento-e-um-desafio-para-8-dos-11-ministros-que-nunca-foram-juizes-de-direito-antes-de-chegar-ao-supremo/