terça-feira, 26 de julho de 2011

Jornalistas visitam escavações em sítio arqueológico de Santarém


Vaso cariátide, da rica cerâmica dos índios Tapajós, exposta no Museu João
Fona, na cidade de Santarém. Peças idênticas podem ainda ser encontradas
(Clique na foto pra ver de perto)
Texto: Jota Ninos
Fotos: Maria Lúcia Morais e MDutra


Como parte de uma das atividades da disciplina História da Ciência (HC), os 25 alunos do curso de Especialização em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) visitaram no sábado (23/07), o local onde estão sendo realizadas novas escavações arqueológicas coordenadas pela arqueóloga e professora da instituição, Denise Gomes.
A turma de estudantes de Jornalismo Científico, da Universidade Federal
do Oeste do Pará (Foto: Marua Lúcia S. Morais)
O curso de especialização, formado de módulos intervalares, iniciou na primeira semana de julho e aprofunda nesta segunda disciplina conhecimentos sobre a pesquisa e o método científico na história universal.

Outra peça exposta no museu, que será objeto de estudos
arqueologicos na UFOPA
A proposta da professora Alessandra Carvalho, que ministra a disciplina HC, foi levar o grupo de alunos para conhecer um trabalho de pesquisa científica in loco, que está sendo realizado numa das áreas da universidade, no Campus Tapajós, localizado sobre o chamado sítio arqueológico Tapajó, que compreende a área do Laguinho e Salé, onde funciona o terminal da multinacional da Cargill e o Cais do Porto, além do Campus da Ufopa.

Santarém tem ainda o sítio arqueológico Aldeia, que engloba quase toda a área central da cidade, já totalmente edificada.

No local visitado pelos jornalistas serão construídos os novos prédios da Ufopa, mas por tratar-se de área dentro de um sítio arqueológico, antes do início das obras torna-se necessário realizar o que Denise diz ser uma "arqueologia de resgate" ou "salvamento arqueológico", nessa área que já foi um lixão no passado e hoje é um campo de futebol.

Os jornalistas fizeram uma série de perguntas para se esclarecer sobre os trabalhos, que já produziram um achado: uma urna de cerâmica indígena totalmente lacrada que está sendo periciada pelos pesquisadores. Denise disse que há estudos na Ufopa para construir um museu arqueológico no futuro, para guardar todas as peças já encontradas até hoje, inclusive as existentes no Centro Cultural João Fona, de Santarém e com o repatriamento de cerâmicas Tapajó expostas em museus do sudeste brasileiro.

Como parte de uma das atividades da disciplina História da Ciência (HC), os 25 alunos do curso de Especialização em Jornalismo Científico da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) visitaram no sábado (23/07), o local onde estão sendo realizadas novas escavações arqueológicas coordenadas pela arqueóloga e professora da instituição, Denise Gomes.

1 comentários:

Edvaldo Pereira disse...

Gostaria de corrigir algumas informações postadas no texto acima:

1. O sítio arqueológico em questão é o Sítio do Porto e não Sítio Tapajó, e compreende toda a área da CPD, incluindo a Cargill, exceto o bairro do Laguinho, onde até hoje não foi registrada a presença de material arqueológico ou ocupação humana em períodos pré-históricos.

2. A área pesquisada e em processo de salvamento é uma parcela do Sítio do Porto e está dentro do campus da universidade, onde antes funcionou a Ufra e, mais anteriormente da Sudam.

3. O vaso encontrado durante as escavações não foi o único achado relevante do ponto de vista arqueológico. Diversos fragmentos líticos e cerâmicos coletados serão objetos de pesquisas e estudos em laboratório e poderão ajudar a contar um pouco da história dessa parcela do sítio.

4. A imagem utilizada para ilustrar a postagem não é de um vaso cariátide, mas sim a de um vaso de gargalo. Peças distintas quanto ao estilo e utilização.

Cordialmente,

Edvaldo Pereira
Aluno do Curso de Arqueologia/Antropologia UFOPA e
colaborador nas escavações