Histórias de ontem que valem por hoje  

AVIAÇÃO NO INTERIOR DA AMAZÔNIA (do meu arquivo).

Ao contrário dos últimos 30 anos, o comandante Salgado não conseguiu pousar em parte alguma. Mas morreram também os pilotos Cercazim, Marcão, Ivinho**, Lourival, Levindo, Ivan, Nelson, Catatau, Jari, Isaías, Ivan II, Jean, o francês, Gerson e vários outros. Com eles, morreram dezenas de anônimos.

Jornalismo e História

O presente caso do acidente do bimotor prefixo PT-IMN, um Baron da Jotan Táxi Aéreo, de Itaituba, pilotado por Luiz Feltrin, e que transportava quatro passageiros do serviço de saúde aos indígenas, me faz lembrar tantos outros casos idênticos ocorridos nessa mesma rota nas últimas décadas.

O dia  5 de setembro foi lembrado como sendo o Dia da Amazônia. O que será isso? Existe também um Dia do Nordeste, um dia do sul, do sudeste?

Se existem, nunca ouvi falar. Por que então inventar esse tal Dia da Amazônia?

Imagino que a invenção desse Dia tem a ver com o seu contrário, ou seja, a Amazônia vai tendo cada vez menos dias, em decorrência das agressões físicas e culturais que esta região recebe todos os dias e todas as noites.

Rede de Notícias da Amazônia – RNA / 5/10/20 - Círio de Nazaré

No próximo domingo, dia 11, a cidade de Belém, capital do Pará, realiza o tradicional Círio de Nazaré ... Aliás, realizaria a tradicional procissão da maneira como a conhecemos desde sua longa história de mais de 200 anos.

As ruas estarão vazias, bem diferentes daquelas imensas multidões de todos os anos, onde caminham mais de 1 milhão e meio de fiéis.

Como os tempos mudam; e tão rapidinh

o.

Até agora não se viu nada parecido. O desemprego no Brasil caiu em novembro a níveis recordes. De cada mil brasileiros em atividade econômica em novembro, apenas 57 estavam sem trabalho. É uma situação muito próxima do pleno emprego.

Em inúmeros setores começa a faltar mão de obra até mesmo não especializada.

A mal contada história do Pará, e da Amazônia como um todo, nos sonega, desde o verdor da escola básica, o conhecimento do povo e da terra onde nascemos e onde eventualmente vivemos. Assim, estudar a vida de barões pode ser mero diletantismo, no entanto pode nos revelar formas de relações sociais passadas e que são obscurecidas pelo lugar comum dos relatos sobre senhores e servos.

(Arq.

Há justamente um ano eu republiquei aqui esta matéria, que primeiro foi publicada em O Liberal dos bons tempos da reportagem e das viagens pelo interior da região. Está tão atual que merece nova publicação, especialmente quando os povos indígenas são declaradamente anunciados como adversários desse governo que aí está, cheio de generais. Esta matéria aqui é diferente, pois trata de um general que respeitava os índios.

FEB

Texto e Fotos: M.Dutra (arq)

No centro de Quito, capital do Equador, cruzam-se as Avenidas Amazonas e Francisco de Orellana, indicativas do orgulho dos equatorianos de terem sido, como dizem, os descobridores do maior e mais extenso rio do mundo, o nosso Amazonas.

Por Manuel Dutra                                          Foto site Nosso Mundo        

Na última terça-feira saiu uma reportagem no site da Agência Pública, produzida pelo jornalista José Cícero, indagando se o abandono dos povos indígenas do Brasil, especialmente neste momento de pandemia, é uma simples omissão do      governo ou se é uma estratégia contra a existência do que resta desses povos.

Por Manuel Dutra

O dia 15 de agosto é feriado no Pará em comemoração àquilo que os livros escolares ensinam como o dia da “adesão do Pará à Independência do Brasil”. Dom Pedro I deu o grito do Ipiranga, mas boa parte do País não aceitou a separação de Portugal, incluindo o Grão-Pará, até porque durante muito tempo o que hoje é a Amazônia era um território autônomo que obedecia a Lisboa e não ao Rio de Janeiro.

Por Manuel Dutra

15 de agosto no Pará e o blefe do mercenário inglês

O feriado de hoje no Pará tem origem numa mentira. Na verdade, em agosto de 1823, o Pará não aderiu à Independência, mas foi anexado ao Brasil, forçado a reconhecer o poder do Imperador Pedro I graças ao blefe de John Pascoe Grenfell, o mercenário inglês que foi despachado do Rio de Janeiro levando cartas do Imperador às províncias que não tinham reconhecido o Grito do Ipiranga, em 7 de setembro do ano anterior.
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